Paleografia Grega

Responsável: Rui Miguel Duarte

Vagas:
Número mínimo de participantes: 7
Número máximo de participantes: 18

Duração: 25 horas (= 1 ECTS)

Calendário e Horário:

18 a 28 de Junho de 2012
Inscrições aceites até 15 de Junho de 2012

2.ª-feira (18 Junho): 15h30-18h30
3.ª-feira (19 Junho): 15h00-18h30
5.ª-feira (21 Junho): 15h30-18h30
6.ª-feira (22 Junho): 15h30-18h30

2.ª-feira (25 Junho): 15h30-18h30
3.ª-feira (26 Junho): 15h00-18h30
4.ª-feira (27 Junho): 15h30-18h30
5.ª-feira (28 Junho): 15h30-18h30

Propina: 50,00 €

Requisitos prévios: 
O conhecimento de Grego Antigo é indispensável.

Objectivos:
Este curso terá uma vocação prática, e consistirá essencialmente em exercícios de leitura, interpretação paleográfica e transliteração. Pretende-se com ele iniciar os formandos na problemática da leitura dos manuscritos gregos, da Antiguidade à altura do Renascimento; designadamente:
- que reconheçam características das diversas tipologias alfabética uncial e minúscula, bem como de convenções gráficas como abreviaturas, ligaduras e nomima sacra;
- que valorizem aspectos de fonologia histórica da língua grega na leitura como factores que potenciam erros de cópia;
- que proponham soluções para os problemas (confusões entre abreviaturas, erros de cópia) que estes elementos colocam à leitura paleográfica, através da transliteração.
Finalmente, embora este curso não os toque, será visto em complementaridade com outros domínios, como a crítica textual, a ecdótica ou a codicologia, numa conjunção de saberes que permitirão, àqueles que eventualmente estejam interessados, abalançar-se à edição de textos gregos.


Competências a avaliar:
Espera-se que os alunos demonstrem conhecimento das formas gráficas que assume o alfabeto manuscrito grego, por referência às diversas tipologias gráficas em função das épocas da história da escrita grega (escrita uncial e minúscula).
Deverão também saber interpretar as convenções gráficas, como abreviaturas, nomina sacra, ligaturas. Saberão ainda identificar problemas que a leitura suscita, designadamente os pertinentes às confusões entre abreviaturas e a fenómenos de natureza fonológica.
Todo este leque de recursos será posto ao serviço da leitura e da transliteração de fólios de códices gregos, em fotocópia ou microfilme.

Conteúdos:
1. Alfabeto grego: perspectiva diacrónica e tipologias.
1.1. arcaico
1.2. clássicos
1.3. uncial
1.4. minúsculo; tipologias de manuscritos: uetustissimi, uetusti, recentiores, nouelli
1.5. pontuação e diacríticos
1.6. signos críticos
2. Aspectos de histórica da fonologia com influência na escrita/leitura
3. Convenções gráficas na escrita minúscula:
3.1. sobreposição de letras
3.2. ligaduras
3.3. suspensões
3.4. contracções
3.5. símbolos
3.6. signos vários
4. Confusões e erros ortográficos

Bibliografia básica

  • BATAILLE, André, Pour une terminologie en paléographie grecque, Paris, Klincksieck, 1954.
  • BARBOUR, Ruth, Greek literary hands: A.D. 400-1600, Oxford, Clarendon Press, 1981.
  • DUARTE, Rui Miguel, "Aventuras de um editor de textos críticos gregos", Ágora 3 (2001), pp. 25-50.
  • ________, "The transmission of the text of the P scholia to Hermogenes' Περὶ στάσεων", Revue d'Histoire des Textes, n. s. vol. V (2010), pp. 25-42
  • MIONI, Elpidio, Introduzione alla paleografia greca, Pádua, Liviana, 1973.
  • ROBERTS, C. H., Greek literary hands: 350 B. C.-A. D. 400, Oxford, Clarendon Press, 1954.
  • VAN GRONINGEN, Bernhard Abraham, Short Manual of Greek Paleography, Leyden, A. W. Sijthoff, 1967.