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Troianas de Séneca 

'Troianas', de Séneca
Tradução, posfácio e notas de

Ricardo Duarte

 

Edição: Centro de Estudos Clássicos, 2014

ISBN: 978-979-9376-30-6

 
As Troianas distinguem-se entre a produção trágica de Séneca, pelo vasto rol de personagens, variadas, quer em nacionalidade (gregas e troianas), quer no tipo. Dentre elas não sobressai uma personagem dominante ou central, como Hércules ou Medeia nas peças homónimas, apesar de Hécuba ser um símbolo da comunidade troiana. A peça apresenta ainda um enredo duplo, centrado ora em Políxena, ora em Astíanax.
Não obstante essa multiplicidade, a peça passa uma ideia de unidade, patente na sua estrutura. O duplo enredo de que falávamos encontra-se construído em paralelo: cada um dos enredos inclui, primeiro, a exigência de que um jovem troiano seja sacrificado; em segundo lugar, uma feroz oposição a essa exigência; em terceiro, a narrativa de cada morte. A apresentação dos dois enredos obedece a uma estrutura interpolada: o acto segundo centra-se em Políxena, o terceiro em Astíanax, o quarto de novo em Políxena, e o quinto nas mortes de Astíanax e de Políxena. Enquadra esse duplo enredo, no princípio e no fim da peça, a personagem de Hécuba, espécie de figura materna para todos os Troianos.
 

Índice  

Troianas   7
Posfácio 

 

71

Bibliografia    86