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Sinais de cena, n.º 3

[mais detalhes em: http://www.apcteatro.org/output/index.asp?o=7&ol=3
Versão integral online: http://cvc.instituto-camoes.pt/index.php?option=com_docman&task=view_cat&gid=1019&Itemid=69]

sinais-de-cena-3aCom este 3.º número, a revista Sinais de Cena entra no seu 2.º ano de publicação, dedicando o “Dossiê temático” ao Prémio da Crítica que o júri da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro atribuiu ao teatro feito em 2004: o espectáculo Para além do Tejo, do Teatro Meridional e projecto Percursos, do Centro Cultural de Belém. Foram ainda atribuídas três Menções Especiais, respectivamente, aos espectáculos O fazedor de teatro (da Companhia de Teatro de Almada), Luz/Interior (um projecto de Rita Só, co-produzido pela Casa Conveniente e João Garcia Miguel Unipessoal) e A cabra, ou quem é Sílvia? (do Teatro da Comuna). Outras celebrações – centenárias as quatro – ocupam este número em rubricas várias: a morte de Rafael Bordalo Pinheiro, infatigável caricaturista e enamorado do teatro (por Maria Virgílio Cambraia Lopes, na rubrica “Arquivo solto”); a formação entre nós de companhias que visavam cumprir o programa do naturalismo em teatro : o Teatro Livre (1904) e o Teatro Moderno (1905) (por Luiz Francisco Rebello) e a presença de Tchekov em palcos portugueses (por Rui Pina Coelho), ambos na rubrica “Estudos aplicados”; por último, o do lugar da invenção, no início do século XX, do teatro irlandês: o Teatro da Abadia, em Dublin (por Paulo Eduardo Carvalho na rubrica “Notícias de fora”). Sebastiana Fadda, sinaliza os livros – de e sobre teatro – que foram publicados em Portugal em 2004, encerrando dessa maneira a rubrica “Leituras” que recenseia algumas das peças publicadas, reeditadas e traduzidas entre nós no ano que findou. E falando de autores, a rubrica “Em rede” revela como na internet se podem procurar, ler e imprimir textos de dramaturgos clássicos, usando das virtualidades ao alcance de um “clique”.As “Notícias de fora” trazem ainda dados sobre autores catalães vistos em Paris, na opinião competente de Francesc Massip, bem como uma descrição de como se organiza o tecido teatral em França, por Jean-Pierre Wurtz.Nos “Passos em volta” analisam-se produções teatrais em Évora, Coimbra, Porto e Lisboa: uma dramaturgia contemporânea de ácido comentário à vida que nos cerca (nos repertórios do Cendrev e dos Artistas Unidos, encenados, respectivamente, por Luís Varela, Jorge Silva Melo e Andreia Bento); a construção de enredos enigmáticos (que Cristina Carvalhal tomou de Gombrowicz); o mundo de Luís Castro tematizando questões de identidade sexual; uma visitação a Mahabharata na arte da manipulação de marionetas; as memoráveis criações que os dois Teatros Nacionais ergueram neste início do ano: em Lisboa, a partir de Gil Vicente (Maria Emília Correia a inventar um universo mágico e festivo para a co-produção que dirigiu) e no Porto, a partir dos Ubus, de Jarry, uma produção brilhante dirigida por Ricardo Pais.Miguel Abreu e André Murraças na rubrica “Na primeira pessoa” respondem a Miguel-Pedro Quadrio e Mónica Guerreiro, debatendo as suas propostas muito pessoais de teatro de “género”. Mas no conceito amplo das artes performativas, que a revista interpela, cabe ainda neste número a magia das artes do novo circo de que nos fala Isabel Alves Costa, surgindo ainda, de outro modo matéria semelhante, no “Portefólio” pela objectiva de Susana Paiva.