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Sinais de cena, n.º 5

 [mais detalhes em: http://www.apcteatro.org/output/index.asp?o=7&ol=5
Versão integral online: http://cvc.instituto-camoes.pt/index.php?option=com_docman&task=view_cat&gid=1019&Itemid=69]

sinais-de-cena-5aEste número da Sinais de cena ocupa o seu "Dossiê temático" com as razões que levaram o júri da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro a atribuir o Prémio da Crítica, bem como as Menções Especiais ao que se fez em teatro em 2005. Um homem é um homem , pelo Teatro da Cornucópia, e Ubus , pelo Teatro Nacional S. João, foram distinguidos ex-aequo com o Prémio da Crítica, enquanto as Menções Especiais foram para o dramaturgo Miguel Castro Caldas, o espectáculo Serviço d'amores , encenado por Maria Emília Correia, e para o conjunto de interpretações de Luz na cidade , uma produção do Teatro Aberto. As justificações destas distinções são aqui trazidas pelos depoimentos de Paulo Eduardo Carvalho, Sebastiana Fadda, João Carneiro e Maria Helena Serôdio.

Fazendo entretanto convergir o teatro que passou pelos palcos portugueses com o centenário que neste ano se celebra do nascimento de Samuel Beckett, o "Portefólio" reúne um vasto conjunto de fotografias de espectáculos sobre textos do nobelizado autor irlandês e lista - de forma exaustiva e por ordem cronológica - as encenações de Beckett que foram apresentadas em Portugal, num trabalho de grande rigor documental conduzido por Rui Pina Coelho e Sebastiana Fadda.

Em "Notícias de fora" chega-nos circunstanciado relato do que em Turim se fez em Março passado em torno do Prémio Europa de Teatro e do Congresso da Associação Internacional de Críticos de Teatro. E nos olhares cruzados, de que estas "Notícias" também dão testemunho, cabem ainda artigos sobre o teatro latino em Nova Iorque ; o que se pôde ver em Montreal, Quebeque, no âmbito do Congresso e Festival das Artes para a Juventude, e a perspectiva que um ocidental pode ter do teatro que se faz hoje na Coreia (aqui pela escrita de Patrice Pavis). E será ainda como visitação do que de lá fora nos pode entrar pelo nosso mundo adentro que Catarina Maia nos fala de Mathew Barney na rubrica "Em rede".

Os "Estudos aplicados" combinam uma reflexão crítica sobre a obra de Fernando Amado, uma breve incursão sobre textos de Beckett e uma interpelação satírica sobre algumas das desrazões de que, no entender de Guillermo Heras, parecem padecer alguns dos festivais internacionais.

A análise de algumas produções teatrais portuguesas que se incluem nos "Passos em volta" reflectem sobre espectáculos do Teatro da Rainha, do Bando, do Teatro Nacional S. João, d'As Boas Raparigas e das propostas mais experimentais da Mala Voadora e da Sensurround, desta forma interpelando as criações cénicas de Fernando Mora Ramos, João Brites, Nuno Cardoso, Rogério de Carvalho, Jorge Andrade e Lúcia Sigalho. A elas se acrescentou a que Mark Ravenhill trouxe, como autor e intérprete, a Lisboa.

Pelo lado das produções editoriais, as "Leituras" inserem a lista do que se publicou em Portugal em 2005, entre textos de teatro - originais, reedições e traduções -, bem como estudos e documentos, para além de títulos de periódicos, o que vem sendo prática da Sinais de cena no número que sai em Junho (e a que se vem acrescentando em adenda o que pode ter escapado no recenseamento feito no ano anterior). Mas a secção introduz ainda reflexões críticas sobre algumas publicações.

O "Arquivo solto" conta com uma investigação de Ana de Carvalho sobre Raul Solnado no Teatro Villaret (corolário da sua tese de mestrado apresentada à Faculdade de Letras de Lisboa) e a entrevistada para a rubrica "Na primeira pessoa" é Fernanda Lapa que nos revela aqui o que tem sido o seu percurso na vida e no teatro.