Quem Somos A Faculdade

A Faculdade

flul_3A Faculdade de Letras é a escola de humanidades da Universidade de Lisboa.   A Universidade de Lisboa  é herdeira da Universidade portuguesa, criada em Lisboa como Estudo Geral em 1288 e transferida para Coimbra em 1537. Em 2013, a Universidade Técnica de Lisboa fundiu-se com a Universidade de Lisboa.

No século XIX existiam em Lisboa várias escolas superiores.   Em 1911 várias dessas escolas foram integradas numa única Universidade.     Entre as faculdades originais desta universidade estava a Faculdade de Letras, formada a partir do Curso Superior de Letras, fundado em 1859 por D.Pedro V.   Do Curso, por onde passaram Cesário Verde em 1873 e Fernando Pessoa em 1906/7,  transitaram em 1911 para a Faculdade os alunos e os professores, entre os quais Adolfo Coelho, David Lopes, José Leite de Vasconcelos e Teófilo Braga.  Em 1997 morreu o último professor da Faculdade que tinha sido discípulo de José Leite de Vasconcelos:  o Professor Manuel Viegas Guerreiro.

Quando foi fundada, a Faculdade de Letras de Lisboa oferecia cursos e graus naquelas que eram consideradas as grandes áreas das humanidades: Filosofia, História e Filologia.   Algumas dessas áreas subdividiram-se, alteraram-se e mudaram de nome.   Entre elas, a Psicologia, a Pedagogia e a Geografia, durante muito tempo também ensinadas na Faculdade, autonomizaram-se como unidades orgânicas da Universidade.    Ao longo dos anos, o número de cursos oferecidos na Faculdade aumentou muito, incluindo hoje também uma licenciatura de toda a Faculdade (Artes e Humanidades) e uma licenciatura da Universidade, em conjunto com as Faculdades de Ciências e de Belas-Artes: a licenciatura em Estudos Gerais.

Até meados dos anos 80 do século passado a Faculdade ofereceu apenas cursos de licenciatura.  Hoje oferece também cursos de mestrado e doutoramento, para além de outros cursos de pós-graduação e cursos livres.   Em 1911 a Faculdade tinha oitenta e três alunos.   Em 1960, cerca de dois mil.   Em 1967 atingiu dez mil alunos.   A partir dessa altura o número de alunos voltou a decrescer.  A Faculdade tem hoje cerca de quatro mil alunos, um terço dos quais de mestrado e doutoramento.

Ao longo dos últimos cem anos muitos professores e alunos da Faculdade marcaram a vida intelectual da universidade e a vida pública portuguesa.   Entre estes contam-se Ruben A., Simonetta Luz Afonso, António Franco Alexandre, Francisco Vieira de Almeida, Teresa Amado, Sophia de Mello Breyner Andresen, Manuel Antunes,  Ana Bacalhau, Maria Isabel Barreno, José Leitão de Barros, Maria Barroso, Maria de Lourdes Belchior, Ruy Belo, José Mário Branco, Fiama Hasse Pais Brandão, Manuel Maria Carrilho, Ivo Castro, Mário Tavares Chicó, Hernâni Cidade, Luís Lindley Cintra, Luís Miguel Cintra, Manuel Clemente, António Borges Coelho, Eduardo Prado Coelho, Jacinto Prado Coelho, João Bénard da Costa, Maria Velho da Costa, Pedro Costa, Gastão Cruz, Mário Dionísio, Arnaldo Espírito Santo, R. M. Rosado Fernandes, José Medeiros Ferreira, Maria Aliete Galhoz, Jaime Gama, Sebastião da Gama, Jorge Gaspar, Fernando Gil, Luísa Costa Gomes, Teresa Patrício Gouveia, Manuel Gusmão, Ana Hatherly, Maria Teresa Horta, João Miguel Fernandes Jorge, Luiza Neto Jorge, Nuno Júdice, Adília Lopes, Óscar Lopes, M. S. Lourenço, Jorge Borges de Macedo, Joaquim Manuel Magalhães, A. H. de Oliveira Marques,  Fernando Mascarenhas, José Mattoso, Jorge Silva Melo, Margarida Vieira Mendes, Maria Alberta Menéres, Jorge Molder, Maria Filomena Molder, Maria Filomena Mónica, Manuel Hermínio Monteiro, David Mourão-Ferreira, Vitorino Nemésio, Rui Vieira Nery,  Luiz Pacheco, Irene Pimentel, Virgínia Rau, Orlando Ribeiro, Delfim Santos,  Maria João Seixas, Maria Alzira Seixo, Mécia de Sena, Joaquim Veríssimo Serrão, Mário Soares, António José Saraiva, Cláudio Torres, Vasco Pulido Valente, Joana Morais Varela e Eugénia Vasques.